Com 28 anos, casado e pai de três filhas, o paraibano Felipe Aragão Gurgel, mais conhecido
como Felipão, é o novo contratado da
Graça Music. Antes de exaltar ao nome do Senhor com canções no ritmo do forró
como Paredão de Jesus, Sou Vencedor, Meu Tudo e Gosto de Jeová,
ele começou no meio secular, mas a paixão pela música surgiu ainda aos 16 anos numa
brincadeira entre a família. Depois de passar alguns anos cantando em
diferentes bandas, a família chegou com a ideia de montarem uma banda juntos e
assim nasceu Felipão e Forró Moral
que fez história na música nordestina. Convertido a Deus após um momento de
crise na carreira secular onde ficou por dez anos, o novo Felipão trilha agora
uma história de louvor e adoração sem perder o estilo que o consagrou. Confira
agora um bate-papo arretado que ele concedeu ao Gospel no Divã e saiba quais
são os futuros projetos do cantor em sua nova gravadora:
1. Como e quando
surgiu a banda Forró Moral? Quem eram os componentes?
A ideia surgiu porque minha
família via todo o meu sofrimento no inicio da carreira, humilhações, distância
de casa e a intenção era ter mais controle sobre isso de forma que eu estivesse
mais presente em casa e fosse melhor tratado. Com essa ideia surgia o Felipão e
Forró Moral.
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| Foto: Solmar Garcia |
2. Como o período na
banda serviu para construir sua identidade musical?
Eu gostava de forró,
mas sempre escutei todo tipo de música: samba, pagode, axé, rock, pop, reggae,
rap, romântico, MPB. Isso sempre me ajudou a diversificar muito. Nossa base
sempre era o forró, mas nós somamos ao forró uma grande mistura de ritmos que nos
tornaram conhecidos também pela irreverência de um show muito eletrizante e
espontâneo.
3. Com todo sucesso
adquirido, ainda assim havia um vazio a ser preenchido?
Desde minha
adolescência não me sentia feliz, mas acreditava que quando realizasse o sonho
de me tornar famoso e rico, seria feliz e realizado. Me imaginava em carrões,
ganhando muito dinheiro e muito famoso. Meu grande conflito foi por ter
realizado todos os meus sonhos profissionais e materiais e mesmo assim
continuar me sentindo infeliz, quer dizer, a infelicidade e o vazio só
aumentavam. Para mim os meus sonhos perderam todo sentido. Entrei em depressão e
me refugiava na bebida.
4. E foi nesses
momentos de depressão que você conheceu o amor de Cristo?
Passei a beber
diariamente. Não tinha mais gosto nenhum pela carreira, meu casamento estava se
destruindo e todos os propósitos iniciais da banda foram esquecidos por conta
do sucesso e do dinheiro. Isso trouxe uma grande confusão com minha família. Um
dia, acordei de ressaca num quarto de um hotel, numa cidade onde íamos fazer um
show, caí em prantos ajoelhado no chão e falei com Deus: ‘Se o Senhor estiver me escutando e mudar
minha vida, me tirar desse lixo, dessa ilusão... Te prometo que nunca mais
coloco uma gota de álcool na boca’. E assim Ele fez (risos).
5. Como os músicos da
banda receberam a notícia? Decidiu sair da banda de imediato?
Dias depois resolvi
sair da banda e foi uma guerra. Minha família passou seis meses sem falar
comigo. Mas fui procurado pelo escritório de shows que nos empresariava e eles
me mostraram um contrato de quase dois anos que eu ainda teria que cumprir.
Para cumprir este contrato, montei minha própria banda: Felipão e Banda. Mas
Deus já havia começado a trabalhar e um dia fui convidado a conhecer uma igreja
evangélica em Fortaleza. Fomos eu e minha esposa e lá fomos pegos de vez por
Jesus! Cumpri um ano e meio de contrato, ao mesmo tempo sendo tratado
fortemente por Deus. Foi um dos períodos mais difíceis de minha vida ter que cantar
para um mundo que eu não mais pertencia.
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| Foto: Reprodução do site |
6. Ainda mantém
contato com os músicos da banda?
Nesse período de um
ano e meio, comecei a evangelizar a banda e, no final deste período, tivemos 14
pessoas convertidas. Dessas 14, alguns estão comigo.
7. Como foi o começo
de seu ministério no segmento gospel?
Não queria mais
cantar! Para mim a paixão pela música havia morrido. De tanto ser cobrado pelos
amigos, resolvi começar a fazer um disco só para dar aos conhecidos da igreja e
amigos. Nessa brincadeira, iniciou-se o novo tempo em minha vida. E foi com
esse CD que Deus tocou o meu coração para largar a TV e a banda e iniciar um
Ministério de Louvor e testemunho. Larguei tudo e passei a viver dependente do
ministério que Deus nos deu.
8. E como foi a
produção do CD Novo tempo?
Este CD foi uma
produção independente onde eu quis expressar toda novidade de vida que eu
estava vivendo com Deus. Conversei com alguns compositores e também escrevi
algumas canções do disco e reunimos um repertório de muita oração e intimidade.
Particularmente gosto muito deste trabalho apesar de hoje ter voltado ao meu
ritmo de origem.
9. Você diz em seu
site que não deseja ser um artista gospel e que tem tentado levar a verdadeira
adoração a Deus. O que você entende por verdadeira adoração?
Essa diferença está no
propósito e no coração. Hoje quando pego o microfone só tenho um propósito:
levar as pessoas a conhecerem a Jesus Cristo através do meu exemplo de vida. O
papel do adorador é esse, levar todo o público ao único Digno de ser adorado.
10. E quanto aos
outros projetos como o CD com seu testemunho e a gravação do primeiro DVD?
Estamos paralelamente
saindo com o projeto Transformação
que é o CD e DVD do meu testemunho.
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| CD É desse jeito será distribuído pela Graça Music (Foto: Divulgação) |
11. E como foi que os
seus caminhos se cruzaram com os da Graça Music?
Deus preparou um
momento sobrenatural na ExpoCristã. Estive lá visitando o stand da GMusic e fui
apresentado a Andréa Rocha (gerente geral da gravadora). Apresentei nossos
projetos e propósitos e deixei nossos contatos. Dias depois recebi a ligação
dela dando a notícia que recebeu direção de Deus para fecharmos contrato. Nosso
relacionamento começa com a distribuição do CD É desse jeito e acreditamos num grande resultado que nos levará
a fazermos outros grandes projetos juntos.
12. Quais são os
próximos projetos de seu ministério agora de casa nova?
Quero gravar o DVD do
nosso novo show. As pessoas já estão nos cobrando, mas será no tempo
determinado por Deus.
13. Um de seus sonhos
é a criação de um Complexo de Evangelização e Desenvolvimento Humano. Quando
surgiu esse desejo e o que falta para que ele se realize?
Deus colocou esse
projeto no meu coração no início do ano passado. As obras iniciam no início de
2012.
14. E quanto ao
projeto “Deus nas Escolas”? Como ele surgiu e qual o balanço feito até hoje?
Trabalhamos este projeto
em paralelo aos eventos. É um trabalho que faz toda diferença na formação da
nossa juventude. Abrir ao ensino a necessidade de agregar os valores de Cristo na
educação básica nas escolas. Os resultados são maravilhosos.
15. Além de cantor
você é apresentador de TV. Como unir essas duas paixões?
Apresentei dois
programas de TV quando ainda cantava no secular. Amo TV, mas neste momento o
foco tem sido o ministério. Vai chegar a hora de voltar. São planos futuros.
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| Assinando contrato com a nova gravadora - Foto: Solmar Garcia |
16. Que balanço faz
do cenário gospel de hoje?
Vejo o cenário gospel
como uma criança recém-nascida. Estamos no início de um grande movimento que
vai mudar a história da adoração no Brasil. Sou novo por aqui, mas vejo o ‘movimento
musical gospel’ vivendo ainda os primeiros passos. Acredito que no gospel só
fica quem tem intimidade com Deus. Artista não sobrevive.
17. Qual experiência
mais marcante que teve nesse período?
Não tenho como
descrever uma. Tenho vivido momentos incríveis na presença de Deus. Sejam os
momentos onde Deus se revela a nós ou os lindos momentos onde as pessoas se
prostram recebendo Jesus como Salvador. Em um show de prefeitura, três pessoas
embriagadas vieram chorando e se ajoelharam com o rosto no pó pedindo o perdão
de Deus. Foi tremendo!
18. Que mensagem
deixa para os admiradores do seu ministério?
Aos admiradores...
Obrigado! Meu sonho é que cada um seja tocado de maneira a viver para Deus e
também que se envolvam todos neste compromisso de espalhar o Evangelho no nosso
país. Não busco que me sigam, o propósito são levantar Seguidores de Cristo!